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No mundo de Tim Burton

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Ontem foi um dia para nenhum amante do cinema deixar passar batido: Tim Burton assoprou velinhas. O cineasta completou 55 anos de muita irreverência e talento e o The Fashion T’s não podia deixar de homenageá-lo.

TimBurton

Uma infância regada a viagens mentais. É mais ou menos assim que o próprio Tim descreve os tempos em que ficava perdido em seus próprios pensamentos e imaginando mil e uma coisas dentro de uma cabecinha de criança. Além da própria mente, ele contava com Edgar Alan Poe e seus livros, assim como vários filmes de terror de baixo orçamento.

Sua carreira no mundo mágico do “luz, câmera, ação” começou na Disney. Sim. Na Disney. Depois de se formar no ensino médio, Tim Burton ganhou uma bolsa de estudos fornecida pela Disney para estudar Animação no Instituto das Artes da Califórnia e, depois de três anos estudando, foi contratado pelo Walt Disney Studios como aprendiz de animador. Fez parte de um desenho, porém era contrário à direção de arte do mesmo. Tim ganhou liberdade criativa para produzir alguns curtas, mas, por conta de um deles ser considerado sombrio demais – Frankenweenie –, foi demitido.

Daí para frente, só sucesso. O primeiro deles foi Beetlejuice, que abriu os olhos do mundo pra esse Tim do humor e do horror. Com um Oscar, o próximo passo foi ganhar de presente a produção e direção dos três Batman, com Edward Mãos de Tesoura no meio. O último foi um projeto pessoal de Tim, no qual ele produziu, dirigiu e fez o argumento. Mais muitos prêmios no Oscar direta e indiretamente a Tim surgiram e outros memoráveis filmes também, como A Noiva Cadáver, Estranho Mundo de Jack, a releitura de Alice no País das Maravilhas e até dois clipes de The Killers.

Eu poderia falar muito mais de Tim Burton, inclusive sobre como ele escolheu uma das atrizes mais sensacionais para casar-se (a linda e maravilhosa Helena Bonham Carter) ou sobre como a união dele com Johnny Depp – e a própria esposa, muitas vezes – dá certo. Mas preferi convidar uma amiga super fã dele para contar um pouco sobre sua paixão e os motivos dela.

Minha entrevistada e convidada especial é Paula Amorim, estudante de cinema na FAAP em São Paulo. A Paula começou dizendo que eu toquei num ponto fraco dela: pedir para falar de alguém que a gente admira é sempre muito difícil. Mas aqui vai o depoimento sobre Tim Burton mais sincero e bonito que eu poderia encontrar:

“Eu não sei ao certo quando comecei a gostar do Tim. Foi algo muito natural. Desde pequena sempre tive fascínio por seus filmes. Eu sentia medo, mas me sentia atraída por aquele mundo fantástico e exótico que ele criava. Eu sentia vontade de fazer parte daqueles lugares, eu me sentia em casa! Se alguém me perguntasse o que quero ser quando crescer, eu certamente responderia: ‘Quero ser igual ao Tim!’. Só posso descrevê-lo com uma única palavra: genial! Ao longo do tempo, eu fui entendendo aos poucos quem é esse cara. O Tim enxerga o mundo com olhos de criança! Ele sempre foi uma criança solitária e ele conseguiu transformar toda essa solidão em sonhos. E espelhar esses sonhos de forma criativa e encantadora por meio de imagens… Isso é o que mais admiro nele!  Com o Tim, você não precisa falar nada, basta sentir pra entender. Ele toca o coração das pessoas, sabe?”

Depois disso, não há muito o que falar, não é? Mas eu gostaria de deixar você com uma pequena lista de três filmes do Tim, sendo duas indicações da Paula e uma minha, para você assistir e entender sobre o que estamos falando.

images (4)Vou começar com a minha indicação, que é Sweeney Todd, um dos musicais mais sensacionais que já assisti. Não é só música e nem romance: é macabro, engraçado e incrivelmente genial. Fã de musicais ou simplesmente alguém que gosta de umas doideiras: esse filme é para você.

A Paula indicou um curta que ele produziu na época da Disney, que chama Vincent, em homenagem ao ator Vincent Price. Ela diz que “é bem legal e ali está a base da animação que ele faz até hoje: uma história super criativa, meio macabrinha”. Foi Tim quem desenhou todos os bonecos do filme.

Outra indicação dela – que acaba sendo minha também – é Edward Mãos de Tesoura. Ela diz que gosta muito desse personagem – eu também! – e que “ele é o próprio Tim”. Ela complementou com uma análise muito boa: “as mãos de tesoura mostram que não há uma comunicação compatível entre Edward e a sociedade. Ele é totalmente fora daquele mundo! E acho que isso mostra um pouco esse lado do Tim. Ele tenta se comunicar com as pessoas, mas tem essa barreira: as mãos de tesoura. E isso o machuca também, é algo que o angustia.”

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Author: Mayara Abreu Mendes

Azarada, confusa, perdida, exagerada, reclamona, maluca, tagarela, blogueira, procrastinadora, espírito de gorda, unespiana, futura jornalista.

One thought on “No mundo de Tim Burton

  1. Gostei Mayara, belo texto

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