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Bates e iPhones.

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Oie, gente linda, saudades?

Eu estava. Então, só para matá-la, escrevi muito!

Brincadeira. Olha, gente, o post tá grande, mas tá sucesso. Vale a pena ler tudinho.

Uma mulher tomando banho, uma música bem creepy ao fundo, uma faca, um movimento e um grito! Tenho certeza que você sabe do que eu estou falando, tenho certeza de qual cena veio à sua cabeça. Sim, isso mesmo: “Psicose”, de 1960. Uma das cenas clássicas realizada por Alfred Hitchcock e um dos psicopatas mais ícone do cinema, Norman Bates. É sobre ele – o aparente menino doce, ingênuo, simpático, com certos probleminhas que o faz se vestir com as roupas de sua mãe e matar inocentes mulheres durante o banho – que vamos falar neste post.

E por que tal figura é o protagonista deste post? Porque o filme é sensacional? Porque é um clássico? Porque a representação dele como psicopata é perfeita? Pela montagem do filme ter sido feita genialmente por Hitchcock?  Também, mas principalmente porque a vida é linda, porque a galera sabe o que é bom e porque desde 18 de março deste ano está rolando, no canal A&E, “Bates Motel”. A série conta como foi o desenvolvimento de Norman e mostra sua juventude e os acontecimentos que fizeram com que seu lado psicopata de ser aflorasse.

01 bates

Produzida pela Universal Television, a série narra a história de Norman Bates (Freddie Highmore) e sua mãe Norma (Vera Farmiga) antes dos acontecimentos do filme “Psicose”. Ou melhor, ela esclarece porque Norman ficou/é como ele foi representado no filme. A história, que os roteiristas situaram nos dias de hoje e não em 1960, começa a partir do momento em que o marido de Norma morre e ela e o filho se mudam para uma pequena cidade do interior dos EUA. Com o seguro de vida do finado, Norma compra um hotel na beira de uma rodovia movimentada para sobreviver dos lucros dele. Porém, a rodovia principal que passava perto do agora Bates Motel será desviada. A cidade que Norma achou que era pacata começa a revelar sua verdadeira face. O hotel tem mais segredos do que eles jamais poderiam imaginar e o sonho de uma vida calma e feliz, de um recomeço, passa a se tornar um pesadelo.

A série conta com vários outros personagens importantes, como o filho mais velho de Norma, Dylan Massett (Max Thieriot), que vem para equilibrar e dar um pouco de sanidade a família. Ele consegue perceber que a relação entre Norma e Norman não é normal, que o irmão não está muito bem da cabeça e que a mãe não é confiável. Como ele é o renegado da família, tenta ajudá-los para ver se assim é aceito. Tem ainda o xerife não muito ético da cidade, a professora de Norman, que gosta dele mais do que como aluno, e duas colegas de escola do garoto, que vão influenciar demais em sua vida.

Um trailer para dar mais vontade ainda de ver:

Pontos fortes:

Primeiro: a relação entre Norma e Norman, que é muito bem desenvolvida, e a obsessão da mãe pelo filho, que está muito bem demonstrada. Fica clara a intensa necessidade dela de estar com o filho, de tocá-lo. Fica claro também, através de como ela lida com as relações que Norman tem com as meninas da escola, o ciúmes que ela sente por ele. E, lógico, a passividade de Norman, de como ele aceita o comportamento inadequado e sufocante da mãe, além da dependência dele em relação a Norma.

Segundo: É inegável as boas performances dos atores. Prevejo globos de ouro. Seriam mais do que merecidos. Vera Farmiga arrasa, ela consegue fazer perfeitamente a mãe neurótica, obsessiva. Ela chega a te irritar, a ser chata de tão bem que ela representa Norma. Ao mesmo tempo que você chega a odiá-la, você consegue perceber que não é uma atitude forçada, e que sim, é natural que Norma seja daquele jeito, que a vida a condicionou a agir assim. Freddie Highmore, além de fisicamente lembrar muito o ator de “Psicose”, traz Bates de volta de forma sensacional. Em todos seus movimentos, expressões faciais e modo de falar, você realmente consegue vê-lo envelhecendo e se tornando o Norman do filme.

Probleminhas:
Primeiro: eles situaram a história nos dias de hoje, mas não quiseram perder o clima da década de 1960, então acabam deixando o público meio confuso. É difícil ver Bates mexendo em um iPhone enquanto usa roupas dos anos 60, conversa com sua professora de cabelo antiquado, mora em uma casa que parece ter a decoração parada no tempo e ninguém se importa. É difícil ver uma colega de classe toda na moda e uma que roubou os modelitos da avó. O que me parece é que são os personagens ‘problemáticos’ que se vestem ao estilo anos 60, enquanto os mais ‘normais’ se vestem de forma mais aceitável para a época em que a série se passa. Para mim, pelo menos, não funcionou. Seria melhor que se decidissem em relação à arte em apenas uma época.

Segundo: Norman é apedrejado por traumas. Tudo bem que eles querem demonstrar como Bates se torna um psicopata, porém, não era necessário tantos acontecimentos assim. Apenas a esquizofrenia, a relação passiva com a mãe obsessiva e o abuso sentimental e sexual da professora e de uma colega de classe já dava um bom caldo e ainda sobrava. Não precisava de tráfico de mulheres, de estupros e outras coisas. Para uma situação que pode se originar de algo muito simples, podendo até ser apenas biológico, está sobrando traumas aí.

Fotinhos para a felicidade geral.

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Espero que vocês tenham ficado curiosos e queiram assistir à série, porque ela é sensacional e merece muito a atenção dos lindos fãs de Norman Bates.

Desculpa o tamanho do post, mas não tinha como falar pouco de algo tão bem desenvolvido.

BEIJOS E QUEIJOS, e vou tentar não deixar mais vocês na saudade.

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