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Lindo no papel e feio na vida?

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O que essa imagem diz pra você?

Parei pra analisar essa foto por pelo menos uns quinze minutos. Tampei o lado anoréxico e fiquei olhando pro desenho. Sempre achei muito bonito os desenhos de moda, nos quais os estilistas criam suas coleções em mulheres (ou quase isso) cheias de atitude. Atitude?  Em que lugar? Nas pernas de cambito ou na caveira, quer dizer, rosto?

Eu ainda não consigo entender por que  as pessoas que desenham ou que mexem com esse universo acham a magreza extrema algo bonito. Lá nos anos 50/60, as mais “cheinhas” (odeio esse termo) eram as mais lindas, andavam todas cheias de si, independente do quanto a balança mostrava. A moda era feita pra elas, estavam nas capas das revistas e eram muito felizes. Marilyn Monroe fazia qualquer homem cair aos seus pés. Era carnuda, tinha quadril e sabia usá-lo. E o que aconteceu? Com o passar dos tempos, nossas amigas foram deixadas de lado e/ou humilhadas por não serem do padrão perfeito. Qualé a dessa mudança?

Não descarto a hipótese de as magrinhas serem infelizes na época do yeah yeah yeah. Mas o problema é que, ao meu ver, passa ano, entra ano, as pessoas querem um padrão pra seguir. Seja o das maiores, seja o das menores. Não basta só serem bonitas do jeito que são. Todas querem ter o cabelo de alguém, o look da passarela da semana de moda tal, a pele “perfeita” que saiu na edição da revista X. Ninguém quer ter personalidade, não? É muito mais simples.

Uma campanha da DOVE me leva a pensar mais profundamente sobre essa foto.

Por que existem diferença nítida entre as imagens produzidas? Por que as mulheres evidenciaram seus defeitos e os desconhecidos, que supostamente deveriam julgar a aparência alheia, só viram beleza ? Nós cobramos muito de nós mesmas. Quase sempre queremos entrar naquele padrão pré-estabelecido por outras pessoas, que não nos conhecem e nem sabem como é a nossa vida, nossos gostos. Muitas vezes eu acho essa dialética muito estranha.

Queremos uma roupa da Diane von Fürstenberg para evidenciar o nosso lado forte, de atitude. Queremos uma calça da Renner para poder mostrar nossos gostos pelo rock’n’roll. Queremos uma roupa da loja do bairro para mostrar que gostamos de coisas da novela. Moda é algo necessário. É a expressão física dos nossos pensamentos, da nossa personalidade em construção. No entanto, não é por ela que vamos virar escravas de uma beleza que não é nossa e nunca vai ser.

“Você é muito mais bonita do que pensa”. Você não é a Gisele, nem a Giovanna, Julia e nem a Lady Gaga. Você é você mesma. Sempre disse que sou linda, mas do meu jeito. Uso minhas roupas, meus sapatos, minhas maquiagens e meus produtos de beleza para ficar gata, do meu jeito. Uma simples equação fracionária, que nem o melhor matemático conseguiria te dar a resposta.

Qualquer coisa, call me comments!

Beijos,

Tainá Goulart

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Author: Tainá Goulart

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