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Grace

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Mais uma vez tinha me pego sem assunto para postar aqui, mas um bom amigo me salvou me indicando um artista sensacional. Após umas duas semanas ouvindo suas canções, posso concluir que estou apaixonada por Jeff Buckley. Em sua história de vida, o que mais me marcou foi sua morte trágica e sua graça ao cantar.

Graça realmente é a palavra-chave para descrever Jeff Buckley, (Grace) é o adjetivo que dá nome a uma de suas canções e ao seu único álbum de estúdio.

Jeff herdou seu talento musical do pai, Tim Buckley, que chamava atenção por ter uma voz que semelhante à de um cantor de coral. Ele nasceu em Anaheim, Califórnia, em novembro de 1966 e em sua breve vida foi considerado uma das mais promissoras revelações de sua época.

Jeffrey Socott Buckley decidiu seguir a carreira musical após terminar o colegial, e, influenciado por blues, rock e jazz, escolheu a guitarra em vez dos vocais justamente para evitar possíveis comparações com seu pai, mas seu talento ficou escondido por pouco tempo.

Em 1991, Jeff soltou a voz em um tributo ao seu pai e a similaridade entre suas vozes era inegável. Foi aí que ele que conheceu Gary Lucas, ex-guitarrista da Captain Beefheart, e passou a fazer parte da banda Gods and Monsters. Mas antes que a banda pudesse assinar com uma boa discográfica, Jeff abandonou o projeto por medo de ter suas ambições reprimidas pelo contrato.

No ano seguinte, o artista passou a se apresentar no Sin-é, um pequeno bar nova-iorquino onde pessoas se encontravam para conversar e não para ouvir música boa e desconhecida. Mas sua singularidade acabou chamando a atenção do público. Segundo o próprio Jeff, esse era o seu lugar preferido para tocar.

Foi nesse lugar, simples e sem palco, que um dos empresários da Columbia Records o descobriu e, em outubro desse mesmo ano, Jeff fechou um contrato para a gravação do seu álbum solo.  Antes disso ele fez uma turnê pela Europa e gravou um EP com 5 canções que costumava tocar no Sin-é.

Seu álbum Grace chegou às lojas em 1994 e foi muito bem aclamado pela crítica e por artistas consagrados, como Pau McCartney e Bono Vox.  Apesar disso, ele vendeu muito menos do que o esperado, já que a música de Buckley era considerada leve demais para as rádios alternativas e pouco comercial para as rádios FM.

Em 1996, o trabalho no segundo álbum foi iniciado, com a ajuda de Tom Verlaine do grupo Television na produção – contrariando a vontade da gravadora.  Por fim, Jeff ficou insatisfeito com o resultado, não lançou o material e começou novas composições.

Trabalhou nelas até maio de 1997, quando chamou sua banda para dar início às gravações, em Memphis. Mas uma tragédia acabou com tudo no dia 29 de maio. Segundo os relatos de Keith Foti, Jeff nadava no Wolf River cantarolando Whole Lotta Love, do Led Zeppelin, enquanto ele guardava umas coisas no carro, mas quando Keith retornou ao rio, o amigo havia desaparecido. Seu corpo foi encontrado uma semana depois, no dia 4 de junho, perto da nascente do Mississippi.

Um álbum póstumo, intitulado Sketches for My Sweetheart the Drunk, ainda foi lançado, em 1998, com as gravações de Jeff e Tom Verlaine e as músicas em que ele trabalhara antes de morrer.

Ainda hoje Jeff Buckley conquista muitos fãs e o álbum Grace é mencionado como um dos melhores de todos os tempos. Apesar da história trágica, sua doce voz é a minha indicação de hoje. Deixo, por fim, sua versão de Halleluyah de Leonard Cohen – uma das mais lindas que eu já ouvi.

Abraços e até mais!

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